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Catarina de Almeida

Psicologia Clínica
Sessões em Lisboa e Online
 

Promover Saúde, Bem-estar e Desenvolvimento Pessoal

 

 

Somos mais do que diagnósticos, distúrbios, traumas ou problemáticas. Somos pessoas. Percursos de vida únicos. Histórias em constante actualização.

Por isso, sigo uma abordagem integrativa, de base cognitivo-comportamental (CBT) com recurso a técnicas experienciais focadas nas emoções e validada pela ciência (Evidence-Based Practice).

 

Um convite a reflectir e sentir, num espaço relacional seguro, com uma abordagem adaptada a cada pessoa, às suas dificuldades e objectivos de mudança.

Seja bem-vindo.

 
         

 

Percurso e Experiência Profissional

 

"Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

 

 

 

 

És
O logro da aventura.
Acordado,
E vendo
Ilusões sucessivas no pomar
Vai colhendo
E, nunca saciado,
homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças."

 

 

Miguel Torga, Sísifo, Diário XIII

 

Serviços

 
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Questões e Inquietações

Uma intervenção psicológica pode, realmente, ajudar-me?


A eficácia da psicoterapia tem sido objecto de estudos científicos desde os anos 50, existindo evidências científicas da sua eficácia e eficiência. Esta eficácia tem sido igualmente comprovada em perturbações específicas, como quadros de ansiedade, depressão, stress pós-traumático e perturbações de personalidade.

Para muitos distúrbios, a intervenção psicológica é tão eficaz quanto a medicação, tendo a vantagem de ser mais duradoura e apresentar menos resistências. De facto, a intervenção psicológica poderá ajudá-lo na perturbação psicológica, no alívio de sofrimento e no atingir de mudanças.

O que dizem os estudos científicos? Tal como os estudos prévios, a literatura mais recente mantém, consistentemente, a eficácia da psicoterapia (eg: Lambert & Ogles, 2004; Wampold, 2007). Mais de 5.000 estudos individuais e de 500 meta-análises foram replicadas corroborando que a psicoterapia é eficaz em ajudar as pessoas a atingir seus objectivos e a superarem a sua psicopatologia a uma taxa que é mais rápida e mais substancial do que as mudanças que resultam de processos de cura natural e elementos de suporte no ambiente (Lambert, 2011). Esta eficácia foi comprovada repetidamente para um conjunto de perturbações específicas, como a depressão (Cuijpers, Straten, Andersson & van Oppen, 2008; Cuijpers, Andersson, Donker, T., & van Straten, 2011; ), perturbações de ansiedade (Cuijpers et al., 2014; Stewart & Chambless, 2009), perturbações de personalidade (Leichsenring & Leibing, 2003; Cristea et al., 2017) e stress pós-traumático (Bradley, Greene, Russ, Dutra, & Westen, 2005; Benish, Imel, & Wampold, 2008). Comparativamente com a terapia medicamentosa, a psicoterapia é, para muitos distúrbios, tão eficaz quanto esta, mais duradoura e apresenta menos resistências (Wampold, 2007). Referências Bibliográficas Benish, S. G., Imel, Z. E., & Wampold, B. E. (2008). The relative efficacy of bona fide psychotherapies for treating post-traumatic stress disorder: A meta-analysis of direct comparisons. Clinical psychology review, 28(5), 746-758. Bradley, R., Greene, J., Russ, E., Dutra, L., & Westen, D. (2005). A multidimensional meta-analysis of psychotherapy for PTSD. American journal of Psychiatry, 162(2), 214-227. Cristea, I. A., Gentili, C., Cotet, C. D., Palomba, D., Barbui, C., & Cuijpers, P. (2017). Efficacy of psychotherapies for borderline personality disorder: a systematic review and meta-analysis. Jama psychiatry, 74(4), 319-328. Cuijpers, P., van Straten, A., Andersson, G., & van Oppen, P. (2008). Psychotherapy for depression in adults: a meta-analysis of comparative outcome studies. Journal of consulting and clinical psychology, 76(6), 909. Cuijpers, P., Andersson, G., Donker, T., & van Straten, A. (2011). Psychological treatment of depression: results of a series of meta-analyses. Nordic journal of psychiatry, 65(6), 354-364. Cuijpers, P., Sijbrandij, M., Koole, S., Huibers, M., Berking, M., & Andersson, G. (2014). Psychological treatment of generalized anxiety disorder: a meta-analysis. Clinical psychology review, 34(2), 130-140. Lambert, M. J., & Ogles, B. M. (2004). The efficacy and effectiveness of psychotherapy. In M. J. Lambert (Ed.), Bergin and Garfield’s handbook of psychotherapy and behavior change (6ª, ed., pp. 169-218). New York: Wiley.

Lambert, M. J. (2011). Psychotherapy research and its achievements. In J. C. Norcross, G. R. Vandenbos, & D. K. Freedheim (Eds.), History of psychotherapy: Continuity and Change (2ª ed) (pp. 299-332). Washington, DC: American Psychological Association.

Leichsenring, F., & Leibing, E. (2003). The Effectiveness of Psychodynamic Therapy and Cognitive Behavior Therapy in the Treatment of Personality Disorders: A Meta-analysis. The American Journal of Psychiatry, 160(7), 1223-1232. Stewart, R. E., & Chambless, D. L. (2009). Cognitive–behavioral therapy for adult anxiety disorders in clinical practice: A meta-analysis of effectiveness studies. Journal of consulting and clinical psychology, 77(4), 595.

Wampold, B. E. (2007). Psychotherapy: The humanistic (and effective) treatment. American Psychologist, 62(8), 857.




Quais são as áreas de intervenção?


A psicologia é eficaz na redução do sofrimento e aumento da qualidade de vida, através de mudanças cognitivas, emocionais, comportamentais e relacionais, consoante os objectivos de cada um, traduzindo-se num maior bem-estar. Para efeitos de sistematização, exemplifico algumas das áreas de intervenção:

  • Crise Pessoal e/ou Familiar
  • Dificuldades Relacionais/Interpessoais
  • Stress
  • Perturbação do sono (insónia)
  • Perturbação da Ansiedade (Ansiedade, Pânico, Fobias...)
  • Perturbações de Humor (Depressão, Bipolaridade)
  • Perturbações de Personalidade
  • Luto
  • Promoção de saúde e adaptação à doença
  • Necessidade de mudanças comportamentais
  • Sofrimento, desconforto e/ou perda de qualidade de vida




Como são as sessões?


O modo das sessões de psicologia e psicoterapia baseiam-se no que se designa por "Talking Cure" - cura pela fala. Apesar de existirem diferenças nos modelos de intervenção, todas assentam no diálogo.

Na minha prática, valorizo sobretudo o desenvolvimento de uma boa relação e aliança terapêutica, num movimento de sintonia de modo a ir de encontro ao que é, verdadeiramente, importante para si. Inicialmente, procuro perceber o que o traz à sessão, o que pretende atingir, as suas expectativas para que possamos reflectir sobre um possível plano terapêutico com o qual se sinta confortável e que melhor responda às suas necessidades. O processo em si, dependerá dos seus objectivos e disponibilidade. Poderá ter uma vertente mais cognitiva, emocional, relacional, comportamental, ou ecléctica, englobando-as. Em dado momento poderá ser importante para si o desenvolvimento de estratégias para lidar com dificuldades, reduzir sintomas ou compreender-se. Podemos definir objectivos concretos, ou ao longo do seu processo terapêutico afiná-los consoante a sua necessidade. Cada pessoa é uma pessoa, o seu processo terapêutico será único. Existem, no entanto, pilares transversais, que constituem os meus valores: honestidade, confidencialidade, não julgamento e respeito por si, pela sua história, pela sua sensibilidade e pelas suas dificuldades.




Como escolher o meu psicólogo?


Após decidir iniciar consultas de psicologia, segue-se a procura do profissional. É habitual sentir insegurança na escolha de alguém com quem se vai partilhar o mais íntimo de nós. Há quem procure referências com amigos ou profissionais de confiança, pesquise informação específica, ou outro eleja outro critério pessoal. Na verdade, embora seja possivelmente angustiante, não existe critério fundamentado cientificamente para encontrar o profissional "certo".

O melhor profissional é, simplesmente, o que sentir como melhor para si. Com quem sentir estabelecer uma relação baseada em empatia e confiança.

O que dizem os estudos científicos?

O sucesso terapêutico não pode ser atribuível a uma variedade de traços socio-demográficos do terapeuta como a idade, o sexo, nível de prática, tipo de prática, orientação teórica (Okiishi et al., 2003; Brown et al, 2005; Wampold & Brown, 2005, Anderson et al., 2009), diagnóstico do paciente (Wampold & Brown, 2005), ou prática de supervisão ou formação em psicoterapia posterior (Fauth, Gates, Vinca, Boles & Hayes, 2007).

A investigação têm salientado a importância de traços e competências do terapeuta com impacto relacional. Vários factores comuns têm recebido apoio empírico considerável, como: apoio, carinho, empatia, feedback, tranquilidade, sugestão, credibilidade, foco em emoções evitadas, expectativas de melhoria, exposição a situações e objectos temidos, encorajamento para enfrentar medos e expectativas. (Lambert, 2011). Mas o Santo Graal do estado da arte tem sido uma relação terapêutica facilitadora (Lambert, 2011). Numa revisão da literatura, Ackerman & Hilsenroth (2003) focaram-se na procura de contributos do terapeuta na aliança terapêutica, elegendo certos atributos pessoais - ser flexível, honesto, confiável, confiante, caloroso, interessado e aberto - como factores positivos no desenvolver e manter da aliança terapêutica, independentemente da abordagem utilizada.

Sintetizando, as competências interpessoais do terapeuta - como fluência verbal, expressão emocional, capacidade de persuasão, esperança, carinho, empatia, capacidade de criar aliança terapêutica e foco no problema - são um factor contributivo para o outcome e para a aliança terapêutica, facilitando o atingir de mudanças. (Ackerman & Hilsenroth, 2003: Anderson et al., 2009, Anderson et al., 2015, Orlinsky e Rønnestad, 2005; Schöttke et al., 2015).

Referências Bibliográficas

Ackerman, S. J., & Hilsenroth, M. J. (2003). A review of therapist characteristics and techniques positively impacting the therapeutic alliance. Clinical psychology review, 23(1), 1-33.

Anderson, T., Crowley, M. J., Himawan, L., Holmberg, J., & Uhlin, B. (2015). Therapist facilitative interpersonal skills and training status: A randomized clinical trial on alliance and outcome. Psychotherapy Research, 26, 511–529

Anderson, T., Ogles, B. M., Patterson, C. L., Lambert, M. J., & Vermeersch, D. A. (2009). Therapist effects: Facilitative interpersonal skills as a predictor of therapist success. Journal of Clinical Psychology, 65(7), 755-768.

Brown, G. S., Lambert, M. J., Jones, E. R., & Minami, T. (2005). Identifying highly effective psychotherapists in a managed care environment. American Journal of Managed Care, 11(8), 513-520.

Fauth, J., Gates, S., Vinca, M. A., Boles, S., & Hayes, J. A. (2007). Big ideas for psychotherapy training. Psychotherapy: Theory, Research, Practice, Training, 44(4), 384.

Lambert, M. J. (2011). Psychotherapy research and its achievements. In J. C. Norcross, G. R. Vandenbos, & D. K. Freedheim (Eds.), History of psychotherapy: Continuity and Change (2ª ed) (pp. 299-332). Washington, DC: American Psychological Association.

Okiishi, J., Lambert, M. J., Nielsen, S. L., & Ogles, B. M. (2003). Waiting for supershrink: An empirical analysis of therapist effects. Clinical Psychology & Psychotherapy, 10(6), 361-373.

Orlinsky, D. E., & Rønnestad, M. H. (2005). How psychotherapists develop. A study of therapeutic work and professional growth. Washington, DC: American Psychological Association.

Schöttke, H., Flückiger, C., Goldberg, S. B., Eversmann, J., & Lange, J. (2015). Predicting psychotherapy outcome based on therapist interpersonal skills: A five-year longitudinal study of a therapist assessment protocol. Psychotherapy Research, 1-11.

Wampold, B. E., & Brown, G. S. J. (2005). Estimating variability in outcomes attributable to therapists: a naturalistic study of outcomes in managed care. Journal of consulting and clinical psychology, 73(5), 914.




Continuo com algumas dúvidas. Será que psicologia é para mim?


É comum ter dúvidas sobre o caminho a seguir, particularmente em situação de sofrimento. O recorrer à psicologia não é excepção. A tomada de decisão envolve várias fases, desde a pré-contemplação da ideia à manutenção da decisão tomada.

Quer seja a primeira vez que procura um psicólogo, ou tenha uma experiência prévia, cada pessoa terá os seus medos, dúvidas, ideias pré-definidas, do que irá encontrar e questionar-se-á se poderá ser-lhe útil. Acredito que, ao estar a ler estas palavras, terá alguma intenção de dar o primeiro passo. Caso esteja a contemplar essa hipótese, mas sinta alguma dúvida, preocupação ou incerteza, estou disponível para o ajudar a reduzir a ansiedade de forma a tomar uma decisão informada.




Quem deve recorrer ao psicólogo?


Ao longo da vida poderão existir vários momentos em que beneficiaria em ter acompanhamento psicológico. Essa necessidade poderá manifestar-se numa preocupação, inquietação, pensamentos recorrentes sobre a forma como vive, as suas relações, as suas escolhas. Muitas vezes a procura da especialidade surge durante uma crise, seja um período de maior dificuldade, um acontecimento de vida, um conjunto de sintomas. As crises podem ser valiosas, fazem-nos abrandar, repensar, desenvolver. Destaco alguns motivos para recorrer à psicologia: Um período particularmente difícil Certas fases da vida podem ser especialmente desafiantes. Crises pessoais e/ou familiares, despoletadas por acontecimentos de vida como separações, divórcios, nascimento de um filho, lutos, diagnóstico de uma doença/distúrbio, desemprego, dificuldades laborais e/ou relacionais, entre muitos outros. Essencialmente, períodos que nos fazem avaliar que recursos internos e externos sentimos ter para lidar com essa fase. Um sentir-se diferente Alguns sinais e/ou sintomas podem ser indicativos que deverá recorrer à psicologia. Habitualmente o próprio, ou alguém das suas relações significativas, denota uma mudança no seu comportamento e/ou atitudes. O estar mais cansado, apático, irritável, menos motivado ou capaz, ter recorrentemente os mesmos pensamentos, sentir dificuldade em adormecer ou em manter um sono de qualidade, são alguns dos sinais bastante comuns que frequentemente traduzem um mal-estar que deverá ser alvo de atenção por um profissional de psicologia. Um desejo de viver de uma outra forma Por vezes questionamos o nosso modo de vida. Valores pessoais, relacionamentos, vida profissional. Cresce a exploração do "E se...". O medo de mergulhar na incerteza, no desconhecido. Talvez sinta que há obstáculos que o impedem de atingir o que deseja. Talvez sinta que recorrentemente lhe acontecem dificuldades semelhantes. Tudo isto poderá ser trabalhado em sessão, para uma vida com mais significado, com o seu significado. Um investimento em si Compreendermo-nos é compreender a nossa vida. Mudar o necessário, valorizar o nosso ser. Estar bem connosco e com quem nos rodeia. Sentir bem-estar, competência, confiança em nós próprios e nas nossas relações significativas. Recorrer à psicologia é permitir-se olhar-se e cuidar de si. Quem procura o apoio psicológico adquire, independentemente da problemática que o traz, um maior desenvolvimento pessoal e relacional que se traduz em bem-estar. O seu motivo pode ser lidar melhor com o seu passado, presente ou futuro. O seu tempo, é, em última análise, a sua vida.




Psicologia ou medicação?


A questão da medicação é complexa e deverá ser analisada cuidadosamente por um médico psiquiatra de forma a avaliar possíveis patologias de cada um. Psicologia e psiquiatria não são práticas opostas e poderão, inclusive, ser complementares. No entanto, vivemos numa época de excessiva medicalização da população, particularmente em pessoas com sintomas associados a quadros de ansiedade e depressão. Em muitos casos podemos dizer que medicar é apenas anestesiar sintomas, silenciá-los. Parece-me importante que os escutemos. O sintoma sinaliza um mal-estar, uma dor psicológica e emocional que deverá ser compreendida, enquadrada, resolvida. O derradeiro objectivo é que se sinta autonomamente competente a lidar com os problemas, distúrbios e desafios actuais e futuros.

O que a investigação nos diz? Comparativamente com a terapia medicamentosa, a psicoterapia é, para muitos distúrbios, tão eficaz quanto esta, mais duradoura e apresenta menos resistências (Wampold, 2007). Referências Bibliográficas Wampold, B. E. (2007). Psychotherapy: The humanistic (and effective) treatment. American Psychologist, 62(8), 857.





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